segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Concentramo-nos quase sempre naquilo que podíamos ter, e quase nunca naquilo que podíamos não ter. É isso que por vezes nos faz avançar. Mas quase sempre nos faz infelizes.
quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010
terça-feira, 25 de Agosto de 2009
quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
Metro sobre rodas
Agora que normalmente me desloco com rodinhas em anexo (entenda-se: carrinho de bebé), todas as movimentações "não-carro" começaram a tornar-se um desafio que até aqui eu ignorava.
Há dias tive a feliz ideia te ir até ao El Corte Ingles, de Metro, pois claro, que continuo a achar uma loucura enfiar-me num carro para ir para o centro de Lisboa, principalmente havendo transportes públicos.
Questionei-me logo à partida sobre a acessibilidade do Metro, mas pensei cá para mim: "Estações recentes, modernas, têm que ter elevador. E com tanto movimento, com certeza há-de haver pelo menos um em funcionamento em cada estação."
Obviamente, esqueci-me que estamos em Portugal e portanto foi com isto que mais me deparei em Estações bem centrais e utilizadas como a Baixa Chiado cujo único elevador para a plataforma lá estava parado, de portas abertas, ou a Alameda, em que os dois elevadores estavam fora de serviço (fotos abaixo):


Não havendo elevadores na Alameda, foi com esta subida (na ida) e descida (no regresso) que me deparei.

Felizmente não estava sozinha e toca de acartar com o carrinho + bebé pelas escadas acima e escadas abaixo, em várias estações. Pelo caminho lá nos cruzámos com alguns outros desgraçados que também acharam que era boa ideia andar no metro, sobre rodas.
Questiono-me até agora o que fará uma pessoa sozinha com um bebé. Ou pior, e alguém de cadeira de rodas? Porque chegados à estação, não há forma de prosseguir caminho nem de voltar para trás. Haverá algures pelas plataformas uma sala de espera onde os deslocados sobre rodas podem acampar durante dias, à espera do arranjo dos elevadores? Ou quem sabe o Metro tenha contratado uns senhores muito muito grandes e fortes, para carregar com as pessoas escadas acima? A mim dava-me jeito um desses senhores para ir às compras...! E claramente para andar no Metro de Lisboa.
Com esta experiência, agora hesito voltar à baixa de Lisboa de Metro, porque se for sozinha, corro o risto de o meu marido chegar a casa e ficar uns dias à espera de mim e da filha.
Definitivamente, o Metro de Lisboa não anda sobre rodas.
Há dias tive a feliz ideia te ir até ao El Corte Ingles, de Metro, pois claro, que continuo a achar uma loucura enfiar-me num carro para ir para o centro de Lisboa, principalmente havendo transportes públicos.
Questionei-me logo à partida sobre a acessibilidade do Metro, mas pensei cá para mim: "Estações recentes, modernas, têm que ter elevador. E com tanto movimento, com certeza há-de haver pelo menos um em funcionamento em cada estação."
Obviamente, esqueci-me que estamos em Portugal e portanto foi com isto que mais me deparei em Estações bem centrais e utilizadas como a Baixa Chiado cujo único elevador para a plataforma lá estava parado, de portas abertas, ou a Alameda, em que os dois elevadores estavam fora de serviço (fotos abaixo):


Não havendo elevadores na Alameda, foi com esta subida (na ida) e descida (no regresso) que me deparei.

Felizmente não estava sozinha e toca de acartar com o carrinho + bebé pelas escadas acima e escadas abaixo, em várias estações. Pelo caminho lá nos cruzámos com alguns outros desgraçados que também acharam que era boa ideia andar no metro, sobre rodas.
Questiono-me até agora o que fará uma pessoa sozinha com um bebé. Ou pior, e alguém de cadeira de rodas? Porque chegados à estação, não há forma de prosseguir caminho nem de voltar para trás. Haverá algures pelas plataformas uma sala de espera onde os deslocados sobre rodas podem acampar durante dias, à espera do arranjo dos elevadores? Ou quem sabe o Metro tenha contratado uns senhores muito muito grandes e fortes, para carregar com as pessoas escadas acima? A mim dava-me jeito um desses senhores para ir às compras...! E claramente para andar no Metro de Lisboa.
Com esta experiência, agora hesito voltar à baixa de Lisboa de Metro, porque se for sozinha, corro o risto de o meu marido chegar a casa e ficar uns dias à espera de mim e da filha.
Definitivamente, o Metro de Lisboa não anda sobre rodas.
terça-feira, 11 de Agosto de 2009
Grande amiga...!
Há já muitos meses eu via na televisão anunciar o produto maravilha. O Air-O-Dry. Máquina fabulosa, que alegadamente seca a roupa em minutos e - melhor ainda - a passa a ferro!

Parte do texto publicitário descreve o sonho de qualquer dona-de-casa:
"O Air-O-Dry é perfeito para quem não tem tempo e para todas as emergências. Agora você tem uma caixa onde pendurar a sua roupa molhada para a secar em minutos. E melhor! Nem tem de engomar! As suas roupas saem da nossa máquina na perfeição, sem rugas! Prontas a vestir!"
Qual não é o meu espanto quando vejo entrar pela minha casa dentro, pela mão de um familiar muito bem intencionado, a miraculosa máquina, a minha nova melhor amiga doméstica!
Podem bem imaginar a minha expectativa ao utilizar o Air-O-Dry pela primeira vez. Roupa toda molhada, toda dentro da maquineta e toca a funcionar. Bom, os "minutos" alegados são na verdade muitos minutos. Algumas horas, para ser mais precisa. Mas pensei cá para mim: "Se a roupa sai engomada, vale bem a pena."
Quando finalmente a máquineta acaba de trabalhar, abro-a expectante...! E...

"Secar em minutos"? Uns 120 pelo menos.
"Roupas na perfeição, sem rugas! Prontas a vestir!"? Se não nos importarmos de ir para a rua com aspecto de quem andou a brincar numa betoneira. Ou de quem andou metido na máquina de lavar...
A verdade, caras donas-de-casa, é que amigas destas é só garganta. Retornei assim humilde e conformada à minha amiga doméstica para a vida. A tábua de passar a ferro.

Parte do texto publicitário descreve o sonho de qualquer dona-de-casa:
"O Air-O-Dry é perfeito para quem não tem tempo e para todas as emergências. Agora você tem uma caixa onde pendurar a sua roupa molhada para a secar em minutos. E melhor! Nem tem de engomar! As suas roupas saem da nossa máquina na perfeição, sem rugas! Prontas a vestir!"
Qual não é o meu espanto quando vejo entrar pela minha casa dentro, pela mão de um familiar muito bem intencionado, a miraculosa máquina, a minha nova melhor amiga doméstica!
Podem bem imaginar a minha expectativa ao utilizar o Air-O-Dry pela primeira vez. Roupa toda molhada, toda dentro da maquineta e toca a funcionar. Bom, os "minutos" alegados são na verdade muitos minutos. Algumas horas, para ser mais precisa. Mas pensei cá para mim: "Se a roupa sai engomada, vale bem a pena."
Quando finalmente a máquineta acaba de trabalhar, abro-a expectante...! E...

"Secar em minutos"? Uns 120 pelo menos.
"Roupas na perfeição, sem rugas! Prontas a vestir!"? Se não nos importarmos de ir para a rua com aspecto de quem andou a brincar numa betoneira. Ou de quem andou metido na máquina de lavar...
A verdade, caras donas-de-casa, é que amigas destas é só garganta. Retornei assim humilde e conformada à minha amiga doméstica para a vida. A tábua de passar a ferro.
segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
A mente humana
Por todo o lado e todo o instante a mente humana não cessa de me surpreender.
Eis-me um destes dias descendo as escadas do edifício onde trabalho, deparo-me nada mais nada menos do que com esta magnífica obra de arte:

Para quem não percebe ou esteja incrédulo, sim, são de facto pastilhas elásticas. Meticulosamente coladas na parede. Sim, alguém, dia após dia - ou quem sabe lhe tenha demorado semanas, meses! - foi colando cada uma das pastilhas de que usufruiu, uma a uma, lado a lado, numa parede por onde passam dezenas e dezenas de pessoas diariamente. Uma verdadeira obra de arte, pensada, planeada, por alguém generoso ao ponto de a colocar onde todos podemos apreciá-la.
E realmente, ainda dizem que este povo não é produtivo. Produção de idiotice em estado puro, isso não nos falta.
Eis-me um destes dias descendo as escadas do edifício onde trabalho, deparo-me nada mais nada menos do que com esta magnífica obra de arte:

Para quem não percebe ou esteja incrédulo, sim, são de facto pastilhas elásticas. Meticulosamente coladas na parede. Sim, alguém, dia após dia - ou quem sabe lhe tenha demorado semanas, meses! - foi colando cada uma das pastilhas de que usufruiu, uma a uma, lado a lado, numa parede por onde passam dezenas e dezenas de pessoas diariamente. Uma verdadeira obra de arte, pensada, planeada, por alguém generoso ao ponto de a colocar onde todos podemos apreciá-la.
E realmente, ainda dizem que este povo não é produtivo. Produção de idiotice em estado puro, isso não nos falta.
quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Ora diga lá outra vez...?
Estes senhores devem puxar mesmo muito pela cabeça para criarem estes produtos tão pouco semelhantes uns aos outros. Mas mais ainda devemos reconhecer-lhes a criatividade nos nomes humildes, simples e fáceis de decorar.
Nunca pensei eu que houvesse todo um mundo de... tira-nódoas.
- Tira-Nódoas Blanka Gel Vanish

- Tira-Nódoas Pó Blanka Oxi Action

-Tira-Nódoas Blanka Vanish Oxiaction

- Tira-Nódoas Gel Blanka Vanish White

- Tira-Nódoas Pó Blanka Cristal White Oxi

- Tira-Nódoas Blanka Vanish Oxi Action Magnets

- Tira-Nódoas Blanka Vanish Oxi Action Multi Gel

- Tira-Nódoas Blanka Vanish Pó Oxi Action Intelligence

- Tira-Nódoas Gel Branqueador Blanka Oxi Action Cristal White

- Tira-Nódoas Blanka Vanish Oxi Action Multi Tecnologia ActionBall

- Tira-Nódoas + Branqueador Blanka Vanish Oxi Action Intelligence Cristal White

Bom, que havia por aí muita nódoa para tirar já eu desconfiava.
Nunca pensei eu que houvesse todo um mundo de... tira-nódoas.
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Bom, que havia por aí muita nódoa para tirar já eu desconfiava.
sexta-feira, 20 de Março de 2009
Melhor Amigo
Sempre detestei esta determinação. Oiço-a desde a escola primária, mas o pior é que hoje, com boa parte das pessoas que conheço nos seus trintas e quarentas, continuo a ouvi-la. Para além de achar o termo consideravelmente infantil, acho-o injusto. Está certo que é bom saber que alguém nos considera o seu melhor amigo, e é até uma forma de nos homenagearem. Mas e todos os outros? Quando se diz a um amigo: “Fui ao cinema com o meu melhor amigo”, estamos automaticamente a descer o primeiro de nível. Estamos oficialmente a informá-lo que há o amigo de primeira, e que ele – temos pena - se insere na categoria de amigo de segunda. Além disso, é um absurdo, porque as relações não são estanques, nem nós somos sempre os mesmos. Provavelmente, numa situação o amigo A é o mais indicado para nos acompanhar, e noutras o amigo B. Por exemplo, se eu quero desabafar, talvez fale com a amiga C porque ela sabe ouvir sem me julgar. Se me sinto sozinha e a precisar de rir, vou ter com o amigo H, porque ele me faz sentir leve e bem disposta. No trabalho, a minha melhor amiga é a R, porque encara os projectos da mesma forma que eu. E o J, porque pensamos da mesma maneira e gostamos das mesmas coisas. Haverá um que se sobreponha aos outros todos? Não. Cada um simplesmente me acompanha em facetas diferentes da vida. Todas elas importantes. Todos eles importantes.
Quando há tempos o J me disse de passagem que tinha falado com a “melhor amiga” sobre qualquer coisa, senti-me como um filme série B. Sou de segunda e parece que nunca vou chegar ao Oscar. Sou daqueles para ver em casa numa tarde de Domingo, enquanto a chuva cai lá fora.
Quando andava no ciclo, ainda tentei usar a expressão. Dava para perceber que quem tinha um “melhor amigo” ganhava um certo estatuto. Mas rapidamente erradiquei a expressão do meu vocabulário. Com o passar dos anos, o número de amigos reduz-se significativamente. É o processo natural e isso não me angustia. Os que ficam… são naturalmente todos os melhores.
Quando há tempos o J me disse de passagem que tinha falado com a “melhor amiga” sobre qualquer coisa, senti-me como um filme série B. Sou de segunda e parece que nunca vou chegar ao Oscar. Sou daqueles para ver em casa numa tarde de Domingo, enquanto a chuva cai lá fora.
Quando andava no ciclo, ainda tentei usar a expressão. Dava para perceber que quem tinha um “melhor amigo” ganhava um certo estatuto. Mas rapidamente erradiquei a expressão do meu vocabulário. Com o passar dos anos, o número de amigos reduz-se significativamente. É o processo natural e isso não me angustia. Os que ficam… são naturalmente todos os melhores.
quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009
Massa para o Natal?
Todos os anos sinto a mesma coisa. O telemóvel apita com uma mensagem, abro-a e dou de caras com mais uma daquelas mensagens de massa, que alguém envia exactamente igual para todos os que conhece. Talvez seja ingratidão, porque o importante é que se lembrem de nós… Mas confesso que me desaponta. Talvez eu seja mesmo apenas mais um fio de esparguete, da massa de gente que aquela pessoa tem na agenda telefónica. Mas ainda assim, sou um fio com individualidade, com características específicas, e a minha vida não é igual à de todos os outros, nem a dos outros igual à minha. Parece-me mais um despachanço, para não pesar na consciência não ter dito nada, e resolver a coisa sem muito trabalho nem custos. Mas a verdade é que cada um está a viver um Natal diferente e tem expectativas diferentes para o novo ano. A Lena e o Ricardo ambos perderam o pai há pouco tempo, a Lurdes tem o sonho antigo de engravidar, o João vai mudar de emprego e está ansioso, o Ivo passa o Natal sozinho com os pais, a Mariana sozinha com a mãe, longe do resto da família e sonha encontrar o seu grande amor, a Zé esteve no hospital, a Eva vai finalmente voltar à Austrália, a Sofia finalmente ultrapassou as dificuldades e vai ter os pais com ela em Londres. Cada um é uma pessoa, em situação diferente, e com sentimentos diferentes. E é óbvio que eu já lhes desejo “tudo de bom, e que todos os seus desejos se realizem”, o ano inteiro.
Se há algo que faz sentido nesta época do ano é personalizar, dedicar, ouvir uma voz do outro lado do telefone, dizer algo que seja apenas para “aquela” pessoa.
As mensagens “chapa 10” parecem-me sempre vazias, ôcas, sem sentimento. Gostava mais de algo que me fizesse sorrir porque me significou algo pessoalmente. Assim como gosto de pensar que alguém se sentiu acarinhado por algo que lhe disse. De outra forma, talvez valha mais a pena gastar os cêntimos todos da chapa 10 numa doação a uma instituição, ou numa prendinha a alguém que não as tenha.
Não gosto desta época de despersonalização e massificação. Estaremos assim tããão ocupados que não possamos escrever ou dizer algo pessoal? Mesmo que de longe sejamos uma massa indistinta, ao perto somos fios de esparguete com vida única. E cada um tem a obrigação – não, o prazer – de nos saber apreciar e distinguir. De resto, massa para mim, só no prato. E nem sequer é na ceia de Natal.
Se há algo que faz sentido nesta época do ano é personalizar, dedicar, ouvir uma voz do outro lado do telefone, dizer algo que seja apenas para “aquela” pessoa.
As mensagens “chapa 10” parecem-me sempre vazias, ôcas, sem sentimento. Gostava mais de algo que me fizesse sorrir porque me significou algo pessoalmente. Assim como gosto de pensar que alguém se sentiu acarinhado por algo que lhe disse. De outra forma, talvez valha mais a pena gastar os cêntimos todos da chapa 10 numa doação a uma instituição, ou numa prendinha a alguém que não as tenha.
Não gosto desta época de despersonalização e massificação. Estaremos assim tããão ocupados que não possamos escrever ou dizer algo pessoal? Mesmo que de longe sejamos uma massa indistinta, ao perto somos fios de esparguete com vida única. E cada um tem a obrigação – não, o prazer – de nos saber apreciar e distinguir. De resto, massa para mim, só no prato. E nem sequer é na ceia de Natal.
sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008
Onde páram as modas??
Pois é, não sei se é a moda que às vezes não sabe onde parar, se são as pessoas que não sabem parar no seu cego seguimento da moda. Estas são as que não percebo, nunca percebi e nunca vou perceber:
1. Da avó ou da bruxa?

Faz-me lembrar as botas da avózinha dos contos antigos. Ou de uma bruxa qualquer representada nos anos 30. Onde raio é que isto fica bem? A quem? Com que peça de roupa? Ainda pensei que com o tempo, acabasse por lhes ganhar gosto. Não vai acontecer.
2. Calças? Onde?

É verdade, há peças (a grande maioria) que só favorecem as magras. Mas estas calças não vejo favorecer ninguém. Só me faz lembrar as supé-tias da Sic Mulher e as suas make-overs, mas nem a nenhuma delas favorece. É um mix qualquer entre cossaco e árabe. Ideia promissora à partida, talvez, mas com um resultado...
3. As coisas que não se deviam ver (parte 1)

Esta até a modelo Tyra Banks diz. A tanga não é mesmo para aparecer por baixo das calças. Até pode agradar aos rapazinhos adolescentes e as suas hormonas aos saltos, mas é das ideias de "moda" mais absurdas que já vi, e garantem os especialistas que não dá a nenhuma mulher uma imagem que ela queira manter... Xunga, xunga...
4. As coisas que não se deviam ver (parte 2)

De todas, esta é aquela que menos entendo. Aquela que prova que, pela "moda", há mulheres que fazem tudo, inclusivé adulterar a sua própria imagem, optando por parecerem gordas e mal feitas (mesmo que não o sejam) ou passarem um frio de rachar, só porque é "o que se usa". Mulheres que já foram mães, usam as famigeradas calças de gancho baixo, magnificamente combinadas com os tops curtos, talvez com a ilusão de assim parecerem mais jovens, mais como as filhas. Todos sabemos que conseguem exactamente o resultado contrário... E magras ou menos magras, todas se subjugam aos ditos desta moda (que veio sabe-se lá de onde), mesmo nos dias mais gélidos e chuvosos. Para conseguir... não sei bem o quê.
1. Da avó ou da bruxa?

Faz-me lembrar as botas da avózinha dos contos antigos. Ou de uma bruxa qualquer representada nos anos 30. Onde raio é que isto fica bem? A quem? Com que peça de roupa? Ainda pensei que com o tempo, acabasse por lhes ganhar gosto. Não vai acontecer.
2. Calças? Onde?

É verdade, há peças (a grande maioria) que só favorecem as magras. Mas estas calças não vejo favorecer ninguém. Só me faz lembrar as supé-tias da Sic Mulher e as suas make-overs, mas nem a nenhuma delas favorece. É um mix qualquer entre cossaco e árabe. Ideia promissora à partida, talvez, mas com um resultado...
3. As coisas que não se deviam ver (parte 1)

Esta até a modelo Tyra Banks diz. A tanga não é mesmo para aparecer por baixo das calças. Até pode agradar aos rapazinhos adolescentes e as suas hormonas aos saltos, mas é das ideias de "moda" mais absurdas que já vi, e garantem os especialistas que não dá a nenhuma mulher uma imagem que ela queira manter... Xunga, xunga...
4. As coisas que não se deviam ver (parte 2)

De todas, esta é aquela que menos entendo. Aquela que prova que, pela "moda", há mulheres que fazem tudo, inclusivé adulterar a sua própria imagem, optando por parecerem gordas e mal feitas (mesmo que não o sejam) ou passarem um frio de rachar, só porque é "o que se usa". Mulheres que já foram mães, usam as famigeradas calças de gancho baixo, magnificamente combinadas com os tops curtos, talvez com a ilusão de assim parecerem mais jovens, mais como as filhas. Todos sabemos que conseguem exactamente o resultado contrário... E magras ou menos magras, todas se subjugam aos ditos desta moda (que veio sabe-se lá de onde), mesmo nos dias mais gélidos e chuvosos. Para conseguir... não sei bem o quê.
terça-feira, 16 de Dezembro de 2008
A água com gás
Mudar é algo que a maior parte das pessoas diz não ser inerente ao ser humano. Que podemos até fingir durante algum tempo, adaptarmo-nos por uns períodos a determinada circunstância. Mas que no âmago na verdade nunca mudamos.
Eis que a velha água com gás veio provar-me o contrário. Até há pouco tempo, não percebia o interesse naquela a que chamam água das pedras. Sabia-me a qualquer coisa amarga e desagradável, e só a tomava como remédio, das felizmente poucas vezes em que o estômago esteve ressentido. E dificilmente chegava ao fim de uma mísera garrafa. Subitamente - já nem me lembro em que ocasião se deu a incrível mudança - sou viciada em água com gás. Quase não passam dois dias sem beber uma. E não tem nada a ver com a recente moda de águas com gás de todos os sabores. Até porque isso é só uma maneira diferente de trazer à vida os sumos gaseificados. O que me sabe pela vida é aquela garrafinha pura de água sem qualquer sabor adicional, cheia de bolhinhas. A simples água com gás. Há alturas em que sinto mesmo aquela necessidade de ir beber uma, e não há mais nada que a consiga substituir. Nem mesmo a Coca Cola, de que sempre fui tão fã.
Pois só pode ser da idade. Conheço mais gente que sofreu esta guinada súbita, do desdém à avidez pela bebida. Talvez seja a entrada nos 30? Não vejo qualquer relação. Mas é assim que esta casa passou a ter sempre um stock delas. Das maravilhosas garrafinhas de água com gás. Até a água simples parece já não ter o mesmo encanto, ou o mesmo potencial para saciar.
Mas a idade tem destas coisas. O que antes detestávamos, de repente adoramos. Como tomate, no meu caso, ou as folhas mais claras da alface. Se pensar bem, quantas águas com gás cada um de nós não tem nas nossas vidas? É como o anúncio. Sempre dissémos que não íamos querer ter filhos, ou que nunca íamos querer um trabalho tranquilo, ou uma casa no campo, ou ansiar por uma bela noite passada no conforto do sofá. É bom perceber que afinal não estamos parados, que mudamos e nem sempre é por obrigação. Às vezes acontece espontaneamente. O que parece desagradável em determinados anos, passa a saber maravilhosamente mais tarde. E o que parecia tão fixe passa às vezes a parecer tão fútil e desnecessário.
Brindemos pois à mudança espontanea! Com água com gás.
Eis que a velha água com gás veio provar-me o contrário. Até há pouco tempo, não percebia o interesse naquela a que chamam água das pedras. Sabia-me a qualquer coisa amarga e desagradável, e só a tomava como remédio, das felizmente poucas vezes em que o estômago esteve ressentido. E dificilmente chegava ao fim de uma mísera garrafa. Subitamente - já nem me lembro em que ocasião se deu a incrível mudança - sou viciada em água com gás. Quase não passam dois dias sem beber uma. E não tem nada a ver com a recente moda de águas com gás de todos os sabores. Até porque isso é só uma maneira diferente de trazer à vida os sumos gaseificados. O que me sabe pela vida é aquela garrafinha pura de água sem qualquer sabor adicional, cheia de bolhinhas. A simples água com gás. Há alturas em que sinto mesmo aquela necessidade de ir beber uma, e não há mais nada que a consiga substituir. Nem mesmo a Coca Cola, de que sempre fui tão fã.
Pois só pode ser da idade. Conheço mais gente que sofreu esta guinada súbita, do desdém à avidez pela bebida. Talvez seja a entrada nos 30? Não vejo qualquer relação. Mas é assim que esta casa passou a ter sempre um stock delas. Das maravilhosas garrafinhas de água com gás. Até a água simples parece já não ter o mesmo encanto, ou o mesmo potencial para saciar.
Mas a idade tem destas coisas. O que antes detestávamos, de repente adoramos. Como tomate, no meu caso, ou as folhas mais claras da alface. Se pensar bem, quantas águas com gás cada um de nós não tem nas nossas vidas? É como o anúncio. Sempre dissémos que não íamos querer ter filhos, ou que nunca íamos querer um trabalho tranquilo, ou uma casa no campo, ou ansiar por uma bela noite passada no conforto do sofá. É bom perceber que afinal não estamos parados, que mudamos e nem sempre é por obrigação. Às vezes acontece espontaneamente. O que parece desagradável em determinados anos, passa a saber maravilhosamente mais tarde. E o que parecia tão fixe passa às vezes a parecer tão fútil e desnecessário.
Brindemos pois à mudança espontanea! Com água com gás.
terça-feira, 27 de Maio de 2008
Baladas para sempre
As duas melhores baladas dos anos 80, e talvez não só:
E que são também grandes videos.
E que são também grandes videos.
a-ha!
E o melhor teledisco (pois, que era como se dizia na minha adolescência videoclip) de todos os tempos! Na altura em que os telediscos ainda tinham uma história, em vez de apenas mulheres semi-nuas em movimentos eróticos.
Quantas de nós sonharam com aquela mão a vir-nos buscar...!
Quantas de nós sonharam com aquela mão a vir-nos buscar...!
Juntos em sonhos eléctricos
Provavelmente o primeiro casal do cinema a juntar-se graças aos computadores.
Nunca vi o filme, mas é para mim uma das melhores músicas dos anos 80. Together in Electric Dreams!
Nunca vi o filme, mas é para mim uma das melhores músicas dos anos 80. Together in Electric Dreams!
sexta-feira, 18 de Abril de 2008
Automan!
Nem todos ainda se lembram! Mas para mim foi inesquecível. Saído direitinho dos anos 80. 1984, para ser mais precisa!
sexta-feira, 4 de Abril de 2008
Os maus
Não é todos os dias que na nossa vida se cruza connosco a maldade. A pura, a que não mede consequências, que não teme castigo, que é cega à honestidade dos outros, que usa quem se cruzar no caminho, que não conhece princípios e desdenha quem parece mais feliz.
Mas há uma dia em que ela aparece, ou em que ela se revela em seu pleno esplendor. Ou melhor, na sua escuridão.
É nesse dia que descobrimos que funciona como uma espécie de buraco negro, que vive no seu próprio mundo escuro, distorcido e desconhecido, e que atrai para si quem menos espera.
Estamos habituados a ter quem goste de nós e quem não goste. Mas ter sobre nós o peso do ódio gratuito de alguém pode ser arrasador. A maldade centrada em nós, por razão nenhuma, é esmagador. Eu pensava que a maldade em estado puro era coisa dos contos de fadas, das histórias dos filmes. Afinal ela existe mesmo, e é capaz de mentiras e manipulação, de rancor e de inveja de uma forma que eu não conhecia.
E quanto mais nos tentamos manter no pedestal dos nossos princípios, mais somos abalados, mais a maldade nos utiliza e à nossa forma de ser para seu proveito.
Hoje descobri que há pouco a fazer contra o jogo puramente sujo. Jogar limpo é fraco e pouco premiado. Descer ao mesmo nível é vergonhoso, além de falhanço certo para os amadores. E retira por completo o prazer e a justeza da victória.
Só é pena que o final das histórias também não seja como nos filmes. Parece que lado bom quase nunca realmente ganha.
Aos perdedores resta esperar por alguma justiça divina, alguma incrível e perfeita reviravolta do destino. Mas é claro que estes perdedores ganham numa coisa! A dignidade de não ser como os vencedores.
Mas há uma dia em que ela aparece, ou em que ela se revela em seu pleno esplendor. Ou melhor, na sua escuridão.
É nesse dia que descobrimos que funciona como uma espécie de buraco negro, que vive no seu próprio mundo escuro, distorcido e desconhecido, e que atrai para si quem menos espera.
Estamos habituados a ter quem goste de nós e quem não goste. Mas ter sobre nós o peso do ódio gratuito de alguém pode ser arrasador. A maldade centrada em nós, por razão nenhuma, é esmagador. Eu pensava que a maldade em estado puro era coisa dos contos de fadas, das histórias dos filmes. Afinal ela existe mesmo, e é capaz de mentiras e manipulação, de rancor e de inveja de uma forma que eu não conhecia.
E quanto mais nos tentamos manter no pedestal dos nossos princípios, mais somos abalados, mais a maldade nos utiliza e à nossa forma de ser para seu proveito.
Hoje descobri que há pouco a fazer contra o jogo puramente sujo. Jogar limpo é fraco e pouco premiado. Descer ao mesmo nível é vergonhoso, além de falhanço certo para os amadores. E retira por completo o prazer e a justeza da victória.
Só é pena que o final das histórias também não seja como nos filmes. Parece que lado bom quase nunca realmente ganha.
Aos perdedores resta esperar por alguma justiça divina, alguma incrível e perfeita reviravolta do destino. Mas é claro que estes perdedores ganham numa coisa! A dignidade de não ser como os vencedores.
domingo, 23 de Março de 2008
Para cima ou para baixo?

Se há objecto que representa na perfeição a ancestral guerra dos sexos é o assento da sanita. Os homens querem-nos para cima, as mulheres exigem-nos para baixo. E porquê para baixo? Além de muito inestético, não passa pela cabeça dos homens como é desagradável entrar meia a dormir na casa-de-banho pela manhã e encostar as nalgas à louça fria. Pior ainda se por lá tiverem ficado algumas gotas inadvertidamente esquecidas pelo último utilizador masculino. Por isso, instituiu-se que a posição correcta do assento da sanita é: para baixo. E é de tal forma uma acção essencial que um assento para cima passou a significar um homem desleixado e bem a marimbar-se para as vontades femininas. Ao passo que um assento para baixo guarda um homem sensível e carinhoso, preocupado em agradar à mulher e às suas preferências.
Só há poucos dias me lembrei de ver a coisa pelo outro lado, a do homem. Porque raio há-de a sanita estar sempre pronta a ser utilizada pela mulher e nunca pelo homem? Sempre que o homem lá chegue, por muito aflitinho que esteja, tem sempre que lembra-se de levantar o assento, antes de se aliviar. E se por acaso se esquece do maldito assento, corre sério risco de deixar por lá vestígios muito pouco apreciados pela facção feminina. E quanto à estética, convenhamos, quantos dos visitantes das nossas casas se passeiam pela nossa casa-de-banho para ver as vistas? E quantos comentam com os amigos no dia seguinte “Vê lá tu que na casa do João e da Susana deixam o assento da sanita para cima.” O que lhes interessa é o vinho e as sobremesas.
Se calhar... só se calhar, não existe realmente nesta história um lado com razão. Mas... se somos nós que todas as semanas temos que levar com o TPM, a menstruação, a depilação... Se temos que parir e passar pela menopausa, e tantas outras coisas... Eu digo definitivamente: para baixo!




